
Ao longo da novela se vislumbrou a imagem de que a ambição de Ofelia seria maior do que o amor que ela sentia por suas filhas.
Ofélia (María Sorté), fez de tudo com o manifesto propósito de melhorar a qualidade de vida de Mar e Valéria, independentemente de suas ambições ou de deixá-las escolher o que realmente as fazia felizes.
Para além da obsessão de Ofélia por dinheiro, o que ela mais desejava, na verdade, era que suas filhas não sofressem tudo o que ela sofreu por serem pobres e se apaixonarem por um homem mau.
Embora tenha voltado à pobreza devido à sua ambição, Ofélia não ficou de braços cruzados e se redimiu com Valéria e Mar. Em um momento de reflexão Ofélia abre seu coração para Valeria, contando tudo o que seu marido lhe fez. Em outro momento, ela reza pela saúde de Mar e sua neta, então ela está determinada a corrigir seus erros e o primeiro passo é se desculpar com Susana.
Ela se desculpou com ambas as filhas por ter se comportado mal com elas e as forçado a fazer coisas que não queriam. E como o coração vence, suas filhas lhe concederam o perdão, reunindo-as.
“Minha querida Virgem, fiquei tão obcecada em ter tudo que me esqueci de ver o que perderia. Sei que você sempre me protegeu quando pedi minhas filhas, porque sabe que fiz tudo por elas.”
No final, quando ela já é avó, Ofélia não se importa mais com riqueza, mas sim em manter a família unida e fazer as pazes para que possam viver a vida ao máximo.
As filhas não dependem dela e ela sente o sabor e as dores do tranco que travou.